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Tecnologia ajuda empresários a reduzir perdas

Grandes marcas do varejo, como a Zara e o Walmart, têm implementado ferramentas de rastreamento e vigilância para diminuir prejuízos operacionais e decorrentes de furtos


Um dos grandes desafios enfrentados pelos varejistas é o controle de desperdícios dentro das lojas. Segundo uma estimativa da Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe), em 2022 o índice médio de perdas no varejo foi de 1,48%, representando prejuízo de R$ 31,7 bilhões.


As perdas podem ocorrer de duas formas: quebra operacional, que pode ser perda no estoque, produtos vencidos, avarias, erro no planejamento de compra, entre outros; e a perda não identificada, que pode ser causada por furto, erro ou fraude dos fornecedores, erro no inventário, entre outros.


O estudo revela que as lojas de vizinhança e as lojas de conveniência foram as que mais sofreram com perdas, registrando índice de 3,07% - desse total, 1,53% causados por quebras operacionais e 1,54% por perdas não identificadas.


Esse tipo de situação pode levar o empresário a elevar suas margens para compensar os desperdícios, o que acaba afastando consumidores. De acordo com Carlos Eduardo Santos, presidente da Abrappe, quando há o controle das perdas, o empreendedor tem margem para reduzir preços, atraindo mais clientes e aumentando os lucros.


TECNOLOGIA JOGA A FAVOR


As empresas têm recorrido às tecnologias para reduzir perdas. É o caso da Zara, loja de roupas e acessórios que utiliza o RFID, etiquetas eletrônicas que permitem a identificação e rastreamento dos itens aos quais estão afixadas. Isso permite otimizar o controle de estoque e diminuir quebras operacionais.


Outra tecnologia com grande potencial para reduzir desperdícios nas empresas é a inteligência artificial (IA). Em processo de desenvolvimento, a gigante do varejo Walmart pretende utilizar a ferramenta para identificar o estado dos produtos perecíveis, assim como o estoque de produtos sazonais, como roupas, identificando a melhor estratégia de venda para esses produtos.

 

De acordo com a pesquisa da Abrappe, frutas, verduras e legumes representam 7,11% das perdas, o maior índice dentro das lojas de vizinhança e lojas de conveniência. Já no supermercado convencional, esses produtos representam 5,68% das perdas, sendo o segundo maior índice. Tecnologias como a implementada pelo Walmart buscam reduzir esses prejuízos.


Sistemas de reconhecimento visual integrados à IA têm ajudado nas abordagens dos agentes de prevenção de perdas. O sistema consegue detectar produtos sendo furtados, tornando mais efetiva a ação da equipe de segurança.


O sistema de reconhecimento visual também vem sendo utilizado na frente de caixa e no self checkout, para controlar os erros dos operadores e furtos por parte dos clientes, que às vezes fingem registrar um item ou escondem produtos dentro de sacolas. O sistema analisa em tempo real se o produto realmente foi registrado no caixa.


Outra tecnologia que está surgindo no varejo é a antena inteligente, integrada à RFID, capaz de identificar todos os produtos que estão sendo levados pelos consumidores, contar o fluxo de pessoas, além de auxiliar a entender o comportamento de compra dos clientes.


De acordo com Santos, é preciso que o empreendedor faça um mapeamento para entender as causas de sua perda e sua porcentagem, para assim investir na melhor tecnologia para o seu estabelecimento. “A tecnologia adotada pode ser considerada eficiente se o empreendedor conseguir retorno sobre as perdas em um ano.”


Além do uso de tecnologias, Santos destaca a importância dos inventários em estoque, para que os empreendedores consigam entender a quantidade correta de produtos em que se deve investir.

 

Fonte: DComercio, por Rebeca Ribeiro.

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