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É possível se aposentar e continuar trabalhando? Entenda as regras e se o benefício do INSS será mantido

Entenda como fica o direito à aposentadoria do INSS quando o segurado continua trabalhando. Saiba quais benefícios são mantidos e quais são perdidos, além de obrigações que permanecem.


Muitos brasileiros alcançam os requisitos para aposentadoria mas querem ou precisam continuar trabalhando e por isso é essencial entender como fica o direito à aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nesse caso.


É possível continuar trabalhando depois de se aposentar desde que a aposentadoria seja por idade ou tempo de contribuição. Nesse caso, o cidadão pode manter seu vínculo empregatício atual ou até mesmo iniciar um novo, sem qualquer impedimento legal. O benefício do INSS e a atividade profissional podem coexistir sem problemas.


No entanto, essa regra não vale para quem se aposenta por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez). Isso porque, ao ser considerado inapto para o trabalho, o segurado perde o direito ao benefício se retornar à atividade remunerada.


Quais direitos o aposentado trabalhador mantém?


Quem se aposenta e continua na ativa com carteira assinada na iniciativa privada tem direito aos mesmos benefícios trabalhistas que os demais funcionários, como:


  • Férias e 13º salário;

  • Vale-transporte e vale-refeição;

  • Assistência médica;

  • Depósitos mensais de 8% do FGTS sobre o salário.


Inclusive, o FGTS pode ser sacado integralmente no momento da aposentadoria, abrangendo contas ativas e inativas. Após isso, os novos depósitos também ficam disponíveis para saque mensal — ou podem ser deixados acumulando, conforme preferência do trabalhador.


Caso o aposentado seja demitido sem justa causa, ele ainda recebe o saldo do FGTS depositado e multa rescisória de 40% sobre o total creditado após a aposentadoria.


E quanto ao PIS?


O abono salarial do PIS continua válido para o aposentado que trabalha, desde que se encaixe nas regras do programa:


  • Ter recebido até dois salários mínimos no ano-base;

  • Estar inscrito no PIS há pelo menos cinco anos;

  • Ter os dados informados corretamente no eSocial/Rais pelo empregador.


Quais são as desvantagens?


Apesar das vantagens, continuar trabalhando após se aposentar também traz algumas perdas de direitos. A principal delas é que o aposentado ainda contribui mensalmente ao INSS, mesmo que essas novas contribuições não aumentem mais o valor do benefício.


Além disso, não há mais direito ao auxílio-doença, caso o aposentado precise se afastar por problemas de saúde. Ele também não pode receber seguro-desemprego, já que o benefício da aposentadoria é considerado uma fonte de renda contínua.


Outros auxílios previdenciários como auxílio-acidente e auxílio-reclusão também não são pagos para quem já está aposentado.


O empregador pode saber se o funcionário é aposentado?


O INSS não comunica automaticamente a empresa sobre a concessão do benefício. No entanto, a legislação permite que o empregador consulte, por conta própria, se um funcionário já é aposentado — mediante acesso ao portal do INSS, com as devidas autorizações e cadastro na Receita Federal. A consulta mostra a data de concessão e o status do pagamento do benefício.


Assim, é possível se aposentar e continuar trabalhando, mas é fundamental conhecer os direitos mantidos, os benefícios perdidos e as obrigações que permanecem. Planejamento e informação são essenciais para tomar a melhor decisão.


Fonte: Portal Contábeis, por Izabella Miranda.

 
 

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