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Cronograma da 6 X 1 ignora impacto em setores com jornadas específicas

7 de mai.
3 min de leitura

Relator terá 15 dias para construir parecer final; agenda da comissão especial não inclui debate com empresários ou prefeitos e governadores


O relator da comissão especial que analisa a PEC do fim da escala 6 X 1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresentou um plano de trabalho que ignora a discussão sobre os impactos econômicos da mudança na jornada em cadeias produtivas de alta complexidade com jornadas específicas de trabalho ou em contratos públicos de Estados e municípios.


O roteiro estabelece o início das audiências públicas em 6 de maio (serão só 5 ao todo) e a leitura do relatório pronto no dia 20. O texto deve ir a plenário em 27 de maio


Exceções e mudanças específicas para setores determinados devem ser analisadas pelo Congresso via Projeto de Lei Complementar depois de a PEC ser promulgada, assim como foi com a Reforma Tributária.


Embora o plano cite o objetivo de ouvir “todos os setores”, não há audiências públicas ou debates marcados sobre o impacto em contratos públicos de Estados e municípios, por exemplo, ou com a participação de empresários. O cronograma estabelece apenas uma audiência com confederações patronais no dia 18 de maio, 2 dias antes da leitura do relatório final.


Eventuais mudanças nas regras de trabalho podem impactar em contratos de prestação de serviços com Estados e municípios. Poderá ser sentida no bolso do cidadão principalmente de duas formas:


  • revisão de contratos públicos: prefeituras têm milhares de contratos terceirizados para pavimentação, conservação de praças e operação de postos de saúde. Se a lei muda a jornada de trabalho, essas empresas têm direito legal ao reajuste econômico dos contratos. Estados e municípios precisarão elevar impostos ou cortar outros investimentos para pagar a conta;

  • inflação de tarifas: no transporte público e no setor de saneamento, o custo da mão de obra é um dos principais componentes do cálculo tarifário. Uma redução abrupta de jornada sem ganho de produtividade correspondente deve pressionar o aumento das passagens de ônibus e das contas de água e luz.


Prates afirmou querer entregar um parecer que equilibre as demandas do trabalhador com a viabilidade econômica das empresas, especialmente as de pequeno porte. “Os objetivos principais são estudar impactos socioeconômicos, sociais e jurídicos, ouvir trabalhadores, comparar experiências internacionais e buscar consensos”, disse.


O plano de trabalho apresentado estabelece rodas de debates na Paraíba (dia 7 de maio), Minas Gerais (14 de maio) e São Paulo (21 de maio). O objetivo é descentralizar a discussão e ouvir o impacto da medida em diferentes setores produtivos e realidades regionais. O cronograma das audiências será dividido da seguinte forma:


  • 1ª: diagnósticos sobre o uso do tempo para o trabalho;

  • 2ª: aspectos econômicos sobre a redução da

    jornada de trabalho;

  • 3ª: aspectos sociais e a importância do diálogo

    social para a redução da jornada de trabalho no Brasil;

  • 4ª: limites e possibilidades para a redução da jornada

    de trabalho – perspectiva dos empregadores;

  • 5ª: limites e possibilidades para a redução da jornada

    de trabalho – perspectiva da classe trabalhadora.


Também foram aprovados 50 requerimentos. Dentre eles, convites para ouvir ministros e autoridades do governo Lula. São eles:


  • Luiz Marinho: ministro do Trabalho e Emprego;

  • Guilherme Boulos: ministro da Secretaria-Geral da Presidência;

  • Dario Durigan: ministro da Fazenda;

  • Márcia Lopes: ministra das Mulheres;

  • Gabriel Galípolo: presidente do Banco Central.


Os 3 primeiros ministros devem ser ouvidos em 6, 12 e 13 de maio, respectivamente.


Fonte: Poder360.

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Feito por Martello Contabilidade

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