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Mapa dos tributos no Brasil: 100 municípios concentram 77% de toda a arrecadação; veja ranking

5 de fev.
4 min de leitura

Municípios que mais arrecadam abrigam pouco mais de um terço (36,4%) de toda a população brasileira. Dados são do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).


Os 100 municípios com maior arrecadação de tributos no Brasil concentram 77,6% do total recolhido no país, embora abriguem pouco mais de um terço da população brasileira (36,4%).


O estudo usa informações da Receita Federal de 2024 e considera os valores recolhidos em cada município, mas que não correspondem necessariamente ao dinheiro que entrou, de fato, nos cofres públicos.


Segundo o documento, esses municípios arrecadaram mais de R$ 1,9 trilhão no ano. O destaque ficou com São Paulo, que recolheu sozinho R$ 581,2 bilhões — o equivalente a 23,1% de toda a arrecadação nacional.


Na sequência, aparecem Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Osasco.


Veja os 10 municípios que mais arrecadaram em 2024:


  1. São Paulo (SP): R$ 581,2 bilhões;

  2. Rio de Janeiro (RJ): R$ 306,9 bilhões;

  3. Brasília (DF): R$ 180,1 bilhões;

  4. Belo Horizonte (MG): R$ 54,7 bilhões;

  5. Osasco (SP): R$ 50,2 bilhões;

  6. Curitiba (PR): R$ 44,5 bilhões;

  7. Barueri (SP): R$ 36,5 bilhões;

  8. Porto Alegre (RS): R$ 33,7 bilhões;

  9. Itajaí (SC): R$ 27,1 bilhões;

  10. Campinas (SP): R$ 26 bilhões.


Segundo o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, a forte concentração de arrecadação no Sul e no Sudeste se explica principalmente pela maior presença de atividades industriais e comerciais nessas regiões.


“Existem municípios que, mesmo com menor população, ainda registram uma arrecadação muito elevada por conta da concentração de indústrias, comércio e prestadores de serviços”, explica o executivo.

“Mesmo regiões que se destacam em setores como o turismo ainda não têm arrecadação suficiente para se equiparar ao que vemos no Sul e no Sudeste”, completa Olenike.


Entre os municípios que se destacam por seus polos industriais e comerciais estão Jundiaí, Sorocaba, Caxias do Sul, Joinville, Itajaí, Porto Alegre, Curitiba, Osasco, Barueri e Campinas.


Em relação à arrecadação per capita, o destaque é Barueri (SP), que arrecadou R$ 110,4 mil por pessoa no ano.


São Paulo, que lidera o ranking geral de arrecadação, ficou na 12ª posição entre os municípios com maior arrecadação per capita, com R$ 48.854,61 — abaixo de Itajaí, Osasco e Brasília, por exemplo.


Mudanças com a reforma tributária


O presidente do IBPT reforça que parte do ranking dos municípios com maior arrecadação deve mudar com a implementação da reforma tributária.


Isso ocorre porque a reforma altera a forma de cobrança dos tributos no país:


  • Pelas regras atuais, o imposto é cobrado na origem, ou seja, onde os bens são produzidos. Isso favorece municípios com polos industriais e comerciais;

  • Com a reforma em vigor, a cobrança passa a ocorrer no destino, onde o consumo acontece. Isso tende a beneficiar municípios mais populosos.


“Isso não deve acontecer de forma imediata, mas a expectativa é que, com a mudança na tributação, os municípios que recebem as mercadorias passem a ter mais destaque na arrecadação”, diz Olenike, citando regiões do Norte e do Nordeste como possíveis beneficiadas.

“Nesse caso, o Norte e o Nordeste atualmente compram mais produtos de outras regiões do que vendem e devem ver alguma mudança nesse ranking com a reforma tributária”, completa.


Distribuição dos 100 municípios que mais arrecadam pelo Brasil


Região Sudeste: (total de 53 municípios)


  • São Paulo (SP): 36 municípios;

  • Minas Gerais (MG): 9 municípios;

  • Espírito Santo (ES): 4 municípios;

  • Rio de Janeiro (RJ): 4 municípios.


Região Sul: (total de 26 municípios)


  • Santa Catarina (SC): 12 municípios;

  • Rio Grande do Sul (RS): 7 municípios;

  • Paraná (PR): 7 municípios.


Região Nordeste: (total de 12 municípios)


  • Bahia (BA): 3 municípios;

  • Pernambuco (PE): 2 municípios;

  • Ceará (CE): 1 município;

  • Maranhão (MA): 1 município;

  • Alagoas (AL): 1 município;

  • Sergipe (SE): 1 município;

  • Paraíba (PB): 1 município;

  • Rio Grande do Norte (RN): 1 município;

  • Piauí (PI): 1 município.


Região Centro-Oeste: (total de 6 municípios)


  • Goiás (GO): 3 municípios;

  • Distrito Federal (DF): 1 município;

  • Mato Grosso (MT): 1 município;

  • Mato Grosso do Sul (MS): 1 município.


Brasília se destaca na região pela concentração de tributos arrecadados, por ser a capital federal.


Região Norte: (total 3 municípios)


  • Amazonas (AM): 1 município;

  • Pará (PA): 1 município;

  • Rondônia (RO): 1 município.


Posição

Município

UF

Arrecadação, em R$

1

Barueri

SP

110.467,92

2

Itajaí

SC

94.242,91

3

Douradina

PR

88.414,02

4

Araquari

SC

83.685,83

5

Extrema

MG

79.990,34

6

Horizontina

RS

77.228,01

7

Osasco

SP

66.319,58

8

Orindiúva

SP

65.617,71

9

Brasília

DF

60.366,22

10

Jaguariúna

SP

53.286,93

11

Vinhedo

SP

49.200,60

12

São Paulo

SP

48.854,61

13

Rio de Janeiro

RJ

45.599,05

14

Garuva

SC

44.693,13

15

São Francisco do Conde

BA

43.687,53

16

Itatiaia

RJ

43.584,36

17

Itirapina

SP

43.505,76

18

Dourado

SP

42.110,09

19

Cajamar

SP

41.444,25

20

Triunfo

PB

40.144,87

21

Carlos Barbosa

RS

39.030,39

22

Quatro Barras

PR

38.773,33

23

Balneário Gaivota

SC

38.668,85

24

Araxá

MG

38.623,34

25

São Caetano do Sul

SP

38.101,27

26

Cariacica

ES

37.703,01

27

Vitória

ES

36.122,25

28

Eldorado do Carajás

PA

35.906,53

29

Pradópolis

SP

35.698,80

30

Santa Cruz do Sul

RS

35.698,78


Fonte: G1.



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