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Indústria precisará adotar inovações tecnológicas para se manter competitiva

Especialistas dizem que o ano de 2030 será o marco da consolidação da quinta revolução industrial, estimulada por todas as possibilidades das aplicações a serem desenvolvidas em torno das redes móveis 5G e 6G


Um dos marcos da Segunda Revolução Industrial, que começou no fim do século 19, foi o advento da eletricidade nos meios de produção, em substituição às máquinas movidas a vapor. Para garantir a sobrevivência e competitividade no mercado, as indústrias passaram a adotar a eletricidade em substituição ao carvão.


Adotada nas indústrias como uma forma mais barata, limpa e eficiente de produzir, a eletricidade tornou-se um ativo fundamental em qualquer companhia. A mesma analogia podemos fazer atualmente em relação à tecnologia: para permanecerem no mercado, todas as empresas deverão adotar a inovação tecnológica em seus processos e modos de produção.


“Da mesma maneira que todas as empresas se tornaram elétricas na Segunda Revolução Industrial para se manterem competitivas, todas as empresas daqui em diante se tornarão necessariamente digitais”, disse Denis Balaguer, diretor de inovação e do EY wavespace para América Latina Sul, durante palestra feita na 22ª edição da Futurecom, maior evento de tecnologia da América Latina e realizado em São Paulo, entre os 18 e 20 de outubro.


Balaguer recorreu à História para explicar como os modelos de negócios em todos os setores estão em constante transformação e a necessidade de adaptarem e criarem oportunidades para um salto nos negócios, em especial com o advento de novas tecnologias, como o 5G. A quinta geração da internet móvel, que está em processo de instalação no país, obriga as empresas a se adaptarem a um novo mercado consumidor, cada vez mais exigente e igualmente tecnológico.


A palavra-chave para essa conquista é a inovação. “Todo mundo sabe a importância da inovação. A dificuldade, às vezes, é saber por onde começar e entender como elaborar a estratégia do negócio”, diz Balaguer. “O problema não é a velocidade da mudança, mas entender o propósito da mudança para o negócio”, completou.


E essa mudança não implica apenas na aplicação da tecnologia, mas no treinamento dos colaboradores, na análise dos rumos do setor ao qual está inserida a companhia e, principalmente, em entender os anseios do consumidor.


“Quando falamos em inovação não estamos falando apenas de tecnologia, mas ela é a força motriz dessas transformações. Diante das mudanças tecnológicas, cabe a nós analisar o que deve acontecer no futuro em termos de organização e as decisões certas que devem ser tomadas por parte da empresa”, completa.


Entre as tendências que devem ser levadas em consideração no ecossistema de negócios, hoje e no futuro, estão as novas práticas de sustentabilidade, as mudanças demográficas e um consumidor cada vez mais inovador e empoderado. Esse consumidor sabe cada vez mais o que ele deseja consumir e não se contenta mais apenas com aquilo que as empresas querem que ele consuma.


“Tudo isso são grandes desafios, mas também oportunidades para as empresas em sua jornada rumo ao futuro”, diz Balaguer, lembrando que o desafio é ainda maior às grandes e tradicionais empresas que estão no mercado há muito tempo e devem se adaptar para que não sejam tragadas em um mundo em constante transformação, como ocorreu com gigantes do passado, que se tornaram tão obsoletas e acabaram por fechar as portas por não adaptarem seus produtos para um mercado sintonizado com as novas tecnologias, como as antigas fábricas de máquinas de escrever e máquinas fotográficas analógicas.


“A disrupção não é provocada pela tecnologia, e sim o modelo de negócio”, explica Balanguer.


A opinião é compartilhada com José Ronaldo Rocha, sócio da EY e líder de consultoria para Tecnologia, Mídia & Entretenimento e Telecomunicações. Ele cita como exemplo a quinta geração de internet móvel que está chegando ao país. “O 5G é muito mais do que uma internet muito rápida. É um mercado que se abre e todas as empresas naturalmente terão de revisitar seus modelos de negócios”, explica Rocha, que também participou da Futurecom.


Segundo Rocha, muitas empresas devem desaparecer e surgir nos próximos anos em decorrência das exigências proporcionadas pelas inovações tecnológicas, mas não será um processo tão grave como ocorreu no passado com as gigantes de produtos analógicos, como a Kodak.


“Será um processo mais natural do que aquele que ocorreu no passado com essas empresas e as pessoas e, muitas vezes, não vão perceber a transição de um produto para o outro”, diz, citando produtos como os antigos iPods que reproduziam músicas e foram gradativamente substituídos por novas tecnologias.


A 22ª edição do Futurecom realçou o tema da transformação em diversas palestras e discussões. Segundo Paulo Rufino, pesquisador e keynote speaker do evento, o ano de 2030 é colocado pelos especialistas como um marco para o mundo presenciar a consolidação da quinta revolução industrial, que será estimulada por todas as possibilidades das aplicações a serem desenvolvidas em torno das redes móveis 5G e 6G.


Segundo Rufino, PhD Researcher em 6G na universidade de Aarhus, na Dinamarca, a rede 6G apresentará atributos como hiperconectividade (IoB), sendo inteligente, onipresente e focada em energia verde e eficiência. “Será humanizada, ultrarrápida, descentralizada e segura, inteligente e cognitiva, com novas tecnologias, heterogênea e de orquestração múltipla.” “O 6G parte de um princípio diferente das tecnologias anteriores, buscando considerar aspectos humanos prioritariamente. Essa tecnologia se inicia com base em proporcionar ajuda e auxílio para acelerar os desenvolvimentos sustentáveis designados pela ONU”, observa Rufino.


Hermano Pinto, diretor de Tecnologia e Infraestrutura da Informa Markets e responsável pelo Futurecom, comemorou o resultado do evento: “Este ano, ratificamos a determinação do público brasileiro em retomar os eventos presenciais para networking e desenvolvimento de negócios.” Nos três dias foram contabilizados mais de 30 mil visitantes, 800 palestrantes e cerca de 250 marcas expositoras, entre elas a EY.


Se a tecnologia traz inúmeros benefícios, por outro lado é necessário estar atento aos possíveis problemas. Crimes cibernéticos e vazamento de dados sensíveis foram temas tratados na trilha Future Jud, comandada por Solano de Camargo, presidente da Comissão de Privacidade e Proteção de Dados da OAB/SP.


Camargo abordou as medidas jurídicas de proteção contra-ataques hackers, principalmente sobre a legislação brasileira, que, inclusive, são anteriores à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).


“Os casos de má-fé são em menor número do que os casos de ataques. Temos notícia de órgãos públicos sendo atacados por hackers já há muito tempo. Os mega vazamentos que o Brasil sofreu foram fruto de hackers”, observou Camargo.


Segundo ele, “a pandemia digitalizou o mundo todo, fez com que todos ficássemos cada vez mais dependentes da internet e, por isso, tivemos uma pandemia de ataques cibernéticos tão intensa quanto a pandemia da Covid”.


Ainda de acordo com o especialista, conforme estabelecido pela LGPD, caso os dados sejam vazados por conta de uma falha de uma empresa ou órgão, as pessoas podem procurar seus direitos até mesmo junto ao Procon.


Para o representante da OAB/SP, o prejuízo com ataques hackers no Brasil ainda é majoritariamente assumido pelo setor privado, que fica à mercê de se adequar às regulamentações e proteger seus sistemas. “Quem paga essa conta mesmo são as empresas e principalmente as startups, que aliás vão pagar uma conta ainda maior quando entrar o marco civil da Inteligência Artificial.”


Fonte: Diário do Comercio.

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