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Golpes do Pix: Como não cair nas fraudes do sistema de transferências

O Pix é uma importante ferramenta para transferências e pagamentos, mas criminosos estão se aproveitando da pouca experiência de alguns usuários para aplicar golpes

Com menos de seis meses de existência, o Pix já representa 8 em cada 10 transferências de recursos no Brasil.

Assim como qualquer outro sistema bancário, é importante ter cautela ao usar a plataforma instantânea de transferências. Criminosos têm usado o Pix para aplicar golpes financeiros.

O Pix tem sido uma mão na roda para quem precisa transferir recursos, pagar contas ou efetuar compras presenciais e digitais. A ferramenta criada pelo Banco Central tem três fortes vantagens: é instantânea, está disponível 24 horas por dia e tem custo zero para os consumidores.

Desde o lançamento do sistema, mais de 500 bilhões de reais foram transacionados, e o número de operações passa dos 600 milhões. O Pix já representa 8 em cada 10 transferências de dinheiro, superando os tradicionais DOCs e TEDs.

Mas se usada com um mau propósito, mesmo a melhor das ferramentas pode causar prejuízos enormes. Aproveitando-se do pouco tempo de uso e da inexperiência dos usuários do Pix, criminosos têm usado o novo sistema de pagamentos para aplicar golpes.

"Tudo que é novo, como sabemos, também acaba atraindo diversos fraudadores, o que tem intensificado um aumento das tentativas de golpes financeiros", diz Ricardo Motta, sócio do escritório Viseu Advogados e especialista em direito do consumidor.

Ele lembra que não há dúvidas de que o Pix é seguro, mas que os clientes devem tomar cuidado redobrado na hora de cadastrar as chaves ou de realizar transações.

Golpe do cadastro da chave do Pix

Para realizar ou receber uma transferência, o cliente precisa fazer o cadastro de uma chave no sistema do banco em que tem conta. Existem quatro tipos de chaves:

- por CPF ou CNPJ,

- por número do celular,

- por e-mail e

- por chave aleatória.

Os criminosos enviam e-mails ou mensagens simulando um pedido de cadastro do banco. Ao clicar no link, o cliente é levado para um site falso e tem os dados roubados durante o cadastro.

"Muitos golpistas se passam por bancos, através do envio de links falsos para cadastro no Pix. Ao abrir tais links, a pessoa acaba fornecendo diversas informações pessoais e bancárias", alerta Motta.

Transferência pelo WhatsApp

Esse golpe é mais antigo e já era realizado de outras formas. Criminosos transferem o número de celular da vítima e instalam o WhatsApp em outro aparelho, ou usam a foto e o nome de alguém em uma nova linha de telefone. Fingindo ser aquela pessoa, os bandidos pedem dinheiro para contatos próximos.

Como o Pix permite transferências em qualquer horário do dia, esse tipo de golpe aumentou consideravelmente. Os DOCs, por exemplo, só podem ser feitos até 22h em dias úteis.

"Não apenas com relação ao Pix, que ainda é uma ferramenta nova, mas também em outras situações, o cidadão deve sempre ter cautela e uma postura de desconfiança", recomenda o advogado

Código ou QR Code falso

Quando o Pix é usado para o pagamento de uma conta ou compra, é comum que ao invés da chave do recebedor, a transação seja feita por meio de um código numérico ou de um QR Code.

Ao inserir esse código no aplicativo do banco ou ao ler o QR Code com o celular, é importante que o cliente observe com atenção os dados do destinatário do dinheiro, para saber se o recebedor é a pessoa certa.

Esse golpe é bastante similar ao antigo golpe do boleto, em que bandidos "clonavam" um boleto verdadeiro e inseriam os dados de outra conta para o recebimento do dinheiro.

Comprovante falso

Se você precisa receber dinheiro de um desconhecido pelo Pix, é importante ter cuidado com os comprovantes de transferências falsos. Criminosos forjam comprovantes de operações para simular o envio do dinheiro para a conta das vítimas.

Esse golpe é bastante comum em vendas feitas pela internet, por exemplo. O criminoso finge que fez o pagamento e leva embora o produto comprado.

Aqui vale lembrar um dos aspectos mais importantes do Pix: as transações são instantâneas. Então, se você recebeu o comprovante, mas o dinheiro não caiu na conta, desconfie.

Fonte: Golpes do Pix: como não cair nas fraudes do sistema de transferências - Exame Invest.

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