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Do que o Brasil precisa para crescer? Líderes de grandes empresas opinam

Executivos defendem reforma tributária, inovação tecnológica e melhor ambiente para os negócios


Diante de um baixo crescimento da Economia brasileira e de tudo que isso repercute (desemprego, queda na produção, na renda do brasileiro, inflação, falta de credibilidade), líderes de grandes empresas que atuam em Minas Gerais dão a dica do que fazer para o Brasil voltar a ter um desempenho satisfatório em seus indicadores.


A reportagem em O TEMPO entrou em contato com várias lideranças empresariais e fez a mesma pergunta para todos: “O que líderes de grandes empresas sugerem para a economia do país crescer?”.


Reformas, capacitação e tecnologia


Um dos principais apelos foi a reforma tributária, travada há anos no Congresso Nacional. “Acredito que são cada vez mais urgentes uma reforma tributária, que consiga simplificar esse cipoal que impede uma maior produtividade das empresas, e uma redução do Custo Brasil, que compromete a competitividade da nossa indústria”, disse Sergio Leite, presidente da Usiminas. “É necessário adotar medidas firmes e urgentes — como as reformas tributária e administrativa — para destravar a economia nacional”, completou Jefferson De Paula, presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO ArcelorMittal Aços Longos LATAM e Mineração Brasil.


A capacitação técnica e o desenvolvimento humano e tecnológico também fizeram parte das sugestões dos executivos. “Esperamos que o Brasil aproveite este ciclo de transformação e consiga atrair novas tecnologias e novas indústrias para que se instalem aqui”, salientou Antonio Filosa, presidente da Stellantis para a América do Sul. “É necessário que se invista em educação, infraestrutura e na saúde”, defende Henrique Salvador, presidente da Rede Mater Dei. “É fundamental um grande investimento em uma jornada de inovação, em propriedade intelectual”, completou Rodrigo Coelho, CEO da Pif Paf Alimentos.


Da mesma forma, as lideranças defendem um melhor ambiente para negócios no Brasil. O presidente da Ale, distribuidora de combustíveis, Fulvius Tomelin disse que é importante o estado não intervir no dia a dia da economia. “Trabalhar com tantos obstáculos assim já é difícil; porém, aqui no Brasil, ainda temos a capacidade de ampliar as incertezas, com a presença do Estado em todas as suas esferas, interferindo no dia a dia da economia com normas, decisões, regulamentações”. disse. “Precisamos melhorar a atratividade para os investidores e estimular a confiança em nosso ambiente de negócios”, completou Lauro Amorim, vice-presidente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da AngloGold Ashanti. “É preciso tirar as amarras do setor produtivo para que ele possa gerar prosperidade para esta e as futuras gerações”, reforçou Flávio Roscoe Nogueira, presidente da Fiemg e da Colortêxtil.


Volta por cima


Dar a volta por cima após os impactos causados pela pandemia também está presente na esfera de opiniões dos líderes consultados pela reportagem de O TEMPO.


“Um passo essencial para a retomada do crescimento do país após a pandemia é, sem dúvida, a geração de novos postos de trabalho, que garantem a sustentabilidade de milhares de famílias e negócios de diferentes segmentos, estimulam o consumo”, disse Miguel Magnavita, superintendente do Shopping Del Rey. “Hoje, não há evolução desatrelada das práticas de sustentabilidade, responsabilidade social e governança comprometida e transparente. A sociedade e, consequentemente, o mercado, cobra seriedade com relação a esses temas”, disse ainda Wagner Sampaio, presidente da RHI Magnesita para a América do Sul.


Sustentabilidade e criatividade


Sustentabilidade também está no foco das sugestões dos executivos. “Cada vez mais, as agendas de sustentabilidade e inovação devem ser fatores cruciais nas discussões e planejamento do setor industrial brasileiro”, analisou Gustavo Werneck, CEO da Gerdau. “Também acredito que um passo importante seria colocar em prática a reforma administrativa do setor público para permitir o melhor ordenamento dos gastos”, afirma o presidente do Sicoob Credicom, João Augusto Oliveira Fernandes.


Modesto Araujo, presidente da Drogaria Araujo, manda uma mensagem de perseverança: “‘Crise’, quando se tira o ‘S’, se transforma em ‘crie’. A crise, com criatividade, muito trabalho, e uma carga tributária menor, é uma oportunidade de melhora e crescimento”.


Baixar o custo da máquina pública


“Reforma administrativa com redução do custo da máquina pública, abordando não apenas o executivo, mas o legislativo e judiciário também, poderes estes dos mais caros do mundo e com baixíssimo retorno para a sociedade”, disse Ricardo Cotta , ex-diretor da Itambé e empreendedor no ramo imobiliário e em Ag e Foodtech.


Jéssica Oliveira, Líder regional da XP Inc em Minas Gerais, faz uma lista de prioridades: “Crescimento econômico de um país é consequência de diversos fatores: educação de qualidade; aumento da taxa de investimento; progresso tecnológico; ampliação de infraestrutura; melhoria do ambiente de negócios; responsabilidade fiscal; instituições sólidas e transparentes; igualdade socioeconômica; ganhos sustentáveis de produtividade, segurança, desenvolvimento de diversos setores”.


“Atualmente, o que mais se vê são servidores ou servidores aposentados ganhando mais que o teto previsto na Constituição Federal, chegando muitas vezes ao absurdo de ganharem mais de R$ 500 mil num só mês. Todo o custo da máquina é bancado com o dinheiro do povo”, concorda Chrystofer Sales, sócio da Briner Empreendimentos e associado do Instituto de Formação de Líderes (IFL-BH).


Controle da inflação


"Acredito que o grande desafio da economia, neste momento, seja o controle da inflação. Os preços das commodities subiram após a invasão da Rússia na Ucrânia, pressionando principalmente os setores agrícolas e energéticos, aumentando o risco inflacionário em todo o mundo”, conclui Daniel Salvador, CCO e diretor geral da corretora Finlândia, Daniel Salvador.


Fonte: O Tempo, por Karlon Aredes.

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