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Depois da aceleração, o freio: as tendências no comportamento do consumidor para 2024

Vivemos em meio a poluição. Atmosférica, sonora, visual, luminosa… e agora também de informações. O excesso de dados, numa velocidade frenética, está nos deixando esgotados e inquietos. O sentimento de que nunca temos tempo suficiente ou que estamos sempre correndo contra o tempo vai cobrar o seu preço. E isso já começa agora.


O relatório Future Consumer 2024, publicado pela WGSN, autoridade global em previsão de tendência, e replicado aqui em terras brasileiras pelo Sebrae no relatório Tendências de Comportamento de Consumo 2024, é contundente: no próximo ano, o consumidor deve recuar. Parar um pouco. Respirar.


Estamos todos cansados dessa avalanche de estímulos que recai sobre nós todos os dias. São textos e vídeos e áudios e conteúdos e muita gente com alguma coisa a dizer, ensinar ou opinar. São redes sociais, plataformas de entretenimento, games, streaming, e-commerce, que nos colocam em conexão recorrente com luzes, sons, movimentos, desafios e enredos. Quanto mais conteúdos à disposição, menor é nossa atenção. Maior é a urgência que nos impomos por mais conteúdos. Novos conteúdos.


Há uma certa fadiga no ar. Um esgotamento coletivo. Uma sobrecarga sensorial que faz com que recebamos mais coisas do que podemos processar. Uma dificuldade de absorver e processar tanta informação. Há ansiedade, angústia e insegurança com relação. Mas há também novos caminhos se abrindo. O cansaço está, cada vez mais, levando as pessoas a irem em busca de mais equilíbrio, a repensarem o coletivo de forma mais cautelosa. A bater de frente com a cultura do excesso e da pressa.


E tudo isso irá refletir nos padrões de consumo.


Segundo o estudo da WGSN, os hábitos do consumidor estão passando por uma desconstrução. Por oportunidade ou por necessidade, as pessoas passarão a questionar tudo o que antes era considerado óbvio. Vão desafiar conceitos e moldar novas formas de pensar, agir e viver.


A partir de 2024, o consumidor passará a ser norteado por quatro sensações: rever, refazer, reequilibrar e ressignificar. E é isso que vai trazer mais calmaria. E também fazer frente a outros sentimentos até então mais familiares. A pressa. A desordem. A sensação de despreparo. A paralisia social e emocional. A perda de precisão, velocidade e eficiência. Tudo resultado dessa exigência invisível de sermos seres de multitarefas.


Essa mudança de perspectiva deve também inaugurar uma era de realinhamento entre pessoas, empresas e mundo. Juntos, todos devem entrar em um movimento mais slow. Aquele que faz desacelerar. Buscar por mais propósito.


Neste cenário, o consumidor passará a desejar autonomia. A priorizar um consumo sem interferência, sem contato, sem conversa. É quase a forma que ele encontrou de consumir e fazer compras de forma consciente, sem nada para influenciar suas vontades, sem nada de gatilhos. É o portal para uma relação transparente entre cliente-empresa. De ganha-ganha, de respeito.


As perspectivas para 2024 indicam uma transformação profunda, impulsionada pela fusão do mundo online e offline. Isso vai levar à reinvenção das vendas, num formato que integra lojas físicas e virtuais. A experiência de compra vai mudar. Porque tudo isso fará com que as pessoas (re)aprendam a estarem mais conscientes do momento presente. As experiências ficarão mais completas.


Tudo isso vai exigir das empresas uma mudança de estratégia. Será preciso ser mais assertivo nas mensagens e estímulos, entregar conteúdos que encantem o cliente e que estejam direcionados àquilo que ele deseja e necessita. Criar um senso de diferenciação será mais importante do que nunca. As réplicas e cópias tendem a passar cada vez mais batido.


Criatividade.


Praticar a escuta social fará a diferença. E as redes sociais podem ajudar neste processo. Quem encontrar o caminho vai conseguir construir conexões fortes e duradouras. Envolver o cliente. Voltar os olhos para as novas tendências e para o que vem pela frente é tão importante quanto olhar para o balanço positivo do ano e comemorar os bons resultados que saíram dali. Eles até indicam o caminho. Mas não mostram o futuro. E o futuro é uma mudança contínua.


Fonte: Linkedin, por Cleverson Siewert.

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