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5 exemplos para entender o uso de criptoativos no comércio

O tema foi debatido na ACSP por Nathaly Diniz, head de token e regulação na Foxbit, que apresentou cases de empresas como Starbucks e Reserva, que usam a tecnologia para criar novas fontes de receita


Ainda que a maioria dos empresários tente ignorar, será difícil ficar longe dos criptoativos. Nos últimos anos, eles se espalharam globalmente e ganharam aceitação entre os consumidores. Trata-se de uma tendência emergente que já tem um impacto razoável nas práticas varejistas, especialmente envolvendo métodos de pagamento.


O tema foi discutido na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) na última quinta-feira (04/07), com apoio do Conselho de Segurança Cibernética e de Dados Pessoais (CCIBER) da entidade e do Instituto Nacional de Estudos sobre Criptoativos (Inecripto). O encontro foi conduzido por Flávio Fillizzola D’Urso, advogado e presidente do Inecripto, e Roberto Mateus Ordine, presidente da ACSP.


O IMPACTO DAS CRIPTOMOEDAS NO VAREJO


São muitos os tipos de criptos existentes, bem como suas formas de investimento. A crescente aceitação de criptomoedas como Bitcoin e Ethereum tem levado os negócios a oferecer aos clientes a opção de pagar por produtos e serviços com esses ativos digitais.


Na opinião de Nathaly Diniz, head de token e regulação na Foxbit, convidada da ACSP para debater o assunto, o uso de criptomoedas proporciona maior conveniência e segurança para os consumidores, além de abrir novas oportunidades de negócios para os varejistas.


Protegidos por criptografia (processo que codifica mensagens e dados e gera maior segurança), esses ativos digitais normalmente rodam em uma blockchain, grande banco de dados descentralizado que nasceu com o Bitcoin (BTC) no final de 2008.


Não sendo controlados por uma autoridade, como Bancos Centrais e governos, as regras desses ativos são definidas e gerenciadas por códigos e as transações são confirmadas e validadas por usuários.


Para entender esse sistema, Nathaly sugere imaginar um documento virtual que registra movimentações instalado em computadores espalhados pelo mundo todo. Algumas das criptomoedas mais conhecidas são Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Litecoin (LTC), Ripple (XRP), Binance Coin (BNB) e Dogecoin (DOGE).


De forma geral, essas moedas são semelhantes ao dinheiro e servem como meio de troca, facilitando as transações comerciais. Porém, diferentemente do real, da libra, do dólar e de outras moedas fiduciárias, elas são totalmente digitais e não são emitidas por um governo.


Além disso, podem ainda ser usadas como unidade de conta para descrever o valor de bens, serviços e produtos. Segundo a especialista, é importante entender essa tecnologia a partir de um contexto amplo, no qual várias forças transformadoras atuam para estabelecer um novo padrão de uso, investimento e sentido para ativos financeiros e uso do dinheiro.


Além das criptomoedas, há outros tipos de criptoativos. As NFTs, ou tokens não fungíveis, são ativos digitais exclusivos que têm um funcionamento semelhante ao das obras de arte. Quando um usuário adquire um, passa a ter um certificado digital de propriedade.


O Bitcoin, que talvez seja o criptoativo mais conhecido do mercado, é a moeda que permite transferir dinheiro pela internet sem o aval de terceiros, como bancos e empresas de remessa internacional.


Há também os tokens imobiliários, que funcionam como quotas ligadas a empreendimentos. Na prática, uma construtora pode fatiar imóveis digitalmente. Ou seja, dividir um prédio de R$ 1 milhão em 10 mil tokens de R$ 100, por exemplo, e negociar as frações da propriedade no mercado.


Outra tendência é o uso de criptomoedas em programas de fidelidade e recompensas. No lugar de pontos ou milhas tradicionais, os varejistas passam a oferecer aos clientes recompensas na forma de criptomoedas, que podem ser usadas para futuras compras ou trocadas por outros ativos digitais. Essa prática, segundo Nathaly, não apenas aumenta o envolvimento do cliente, mas também cria uma nova forma de valorizar a fidelidade dos clientes.


Para além desses exemplos, há outros que evidenciam a diversificação de negócios, suas capacidades tecnológicas e oportunidades envolvendo os criptoativos.


Acompanhar iniciativas pioneiras, como a da loja Nike no Roblox, pode ser uma alternativa encorajadora para varejistas que desejam entender melhor a questão. Ao criar o próprio mundo no Roblox, o Nikeland, a marca de tênis quis levantar a bandeira do esporte de uma maneira diferente e divertida.


Em uma representação fiel em 3D, com lojas, produtos, campos, centro de treinamento, diversos esportes e brincadeiras como pega-pega e queimada, a Nike transportou seus valores de marca para um ambiente gamificado e lúdico.


Mais do que uma estratégia de marketing, na época (2022), a Nike constituiu um novo canal de vendas que respondeu por 26% das comercializações digitais da marca, algo próximo a US$ 185 milhões.


Veja algumas das inspirações citadas por Nathaly que mostram como o comércio já tem a oportunidade de criar novas fontes de receita, ao mesmo tempo em que pode avançar ao oferecer novos serviços financeiros, sejam eles em formatos de crédito, carteiras digitais, programas de cashback, transações ou na adoção de criptomoedas.


1 – STARBUCKS ODYSSEY


A Starbucks lançou um programa de fidelidade baseado em blockchain e uma comunidade NFT apelidada de Starbucks Odyssey. A ideia era criar um programa como uma maneira de seus clientes mais fiéis ganharem um conjunto mais amplo e diversificado de recompensas além das vantagens que já tinham até então, como bebidas gratuitas.


Como uma extensão do programa de fidelidade da Starbucks, o Odyssey apresentou uma nova plataforma em que os clientes podem se envolver com atividades interativas chamadas “Jornadas” que, quando concluídas, permitem que os membros ganhem Selos de Jornada colecionáveis, ou em uma terminologia mais técnica, os NFTs.


Apenas um número limitado de usuários foi autorizado a entrar na lista de espera de um total de quatro drops de NFTs lançadas pela cafeteria. Em uma das rodadas, cinco mil edições do selo Holiday Cheer Edition 1 foram doadas aos membros do Starbucks Odyssey que completaram os desafios para cumprir alguns requisitos prévio, como comprar um cartão-presente de Natal. Pouco tempo depois, os usuários já estavam vendendo esses itens por até US$ 1,9 mil.


Os usuários do Odyssey também podem ganhar pontos completando tarefas como trivias on-line e desafios e resgatá-los por selos NFT. Comprar bebidas no Starbucks também pode conceder aos usuários pontos que podem levar ao desbloqueio dessas NFTs.


Muitos clientes especulam se haverá algum benefício no mundo real para esses membros. A promessa que tem sido falada é a de que os donos dos NFTs teriam acesso a eventos privados e viagens internacionais, mas a rede nunca se pronunciou sobre o assunto.


2 – RESTAURANTE PARIS 6


Conhecido como restaurante das celebridades, a rede Paris 6 aceita o uso de bitcoin como forma de pagamento desde 2022 por meio da solução Foxbit Pay. O serviço permite que todo processo seja feito por meio de um link de pagamento contendo um QR Code da carteira a ser depositada. A ferramenta se encarrega de apresentar o valor calculado a ser cobrado em Bitcoin no momento do pagamento e, quando realizado, a empresa recebe o valor em sua conta na Foxbit.


3 – BUDDHA SPA


A rede de beleza e bem-estar Buddha Spa implementou um sistema de tokenização de seu negócio. Chamado de token de utilidade, um tipo de cripto emitido para alguma função específica de uma empresa e comercializado dentro de uma plataforma de criptomoedas, sua distribuição dá direito a voto em decisões estratégicas da empresa e benefícios exclusivos a quem investir nela.


A cada massagem realizada, um token é distribuído para a comunidade, proporcionalmente à quantidade de tokens em circulação. Há dois anos, quando o modelo foi colocado em prática, a média mensal de serviços executados pela rede estava no patamar de 20 mil terapias.


Portanto, quanto mais a rede cresce, mais os token holders ganham. Além disso, o token do Buddha Spa é uma moeda que gera descontos e se multiplica na troca por produtos e serviços da rede. Quem detém entre 200 e 1 mil tokens, por exemplo, tem 10% de desconto, podendo chegar a 25% de redução nos preços. O valor inicial do token é R$ 1,10 e são ofertados um total de 5 milhões deles, a uma taxa de compra de 0,5%.


4 – RESERVA


Uma das marcas que inovou em colecionáveis digitais, a Reserva foi pioneira ao apostar na criação de um NFT relacionado a um tênis real, que pode ficar em um cofre da empresa até 2030, caso o colecionador queira manter seu item depositado no local para o futuro.


A funcionalidade foi habilitada pelo metaverso e inspirou novas maneiras de não apenas competir e monetizar produtos e serviços virtuais, mas também adquirir bens do mundo real. Chamada Spriz NFT Series, esse foi o primeiro tênis phygital do Brasil e a segunda coleção de tokens não-fungíveis lançada pela Reserva X, divisão de inovação e metaverso da marca.


5 – CIDADE DE ROLANTE


A cidade de Rolante, no interior do Rio Grande do Sul, com apenas 21 mil habitantes, é considerada um case quando o assunto são criptomoedas. É considerada uma das iniciativas mais bem-sucedidas voltadas para a adoção de Bitcoins como meio de pagamento.


O entusiasmo da cidade pela criptomoeda nasceu de uma iniciativa local chamada “Bitcoin É Aqui”, criada pelo casal Ricardo Socoloski e Camilla Stock. Quase 50% do comércio da cidade, pouco mais de 200 estabelecimentos, aceitam a moeda digital, desde mercados locais e farmácias até instituições mais complexas como hospitais e cartórios.


Uma publicação do MIT Techonolog Review define a cidade como uma comunidade engajada e modelo para o resto do mundo por enxergar o valor intrínseco da criptomoeda e a simplicidade proporcionada pela tecnologia, que permite transações quase instantâneas com taxas mínimas – ideal para pagamentos diários. Comparada ao sistema de pagamento tradicional do Brasil, o Pix, o material afirma que muitos usuários em Rolante acham o Bitcoin mais eficiente e conveniente.

 

Fonte: Diário do Comércio.

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