Em uma década, indústria 4.0 projeta salto nas empresas
19/12/2017


CNI realizou estudo que projeta salto tecnológico da produção brasileira e mapeia como a indústria se prepara para os desafios.

Nos próximos dez anos, 21,8% das indústrias brasileiras projetam ter o processo produtivo totalmente digitalizado, segundo estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio do Projeto Indústria 2027. Atualmente, apenas 1,6% das empresas ouvidas afirma já operar na fronteira tecnológica conhecida com indústria 4.0.
 
O projeto busca avaliar os impactos e inovações tecnológicas para a competitividade do produto nacional. Além disso, vai identificar as condições do país, e aproveitar as inovações e a capacidade de resposta atual do empresário brasileiro para mostrar estratégias de desenvolvimento produtivo.

A pesquisa também realizou uma sondagem sobre o planejamento das empresas quanto a estudos e perspectivas para incorporar tecnologias digitais de última geração, como internet, inteligência artificial, armazenamento em nuvem, big data, entre outros. Apenas 15,1% das empresas têm projetos em execução. A maioria, 45,6%, realiza estudos iniciais ou têm planos aprovados mas ainda sem execuções. Os outros 39,4% não têm nenhuma ação prevista no tema.

O coordenador-adjunto do projeto indústria 2027, David Kupfer, destacou que a questão é a buscar mapear a posição da indústria no espectro de tecnologias digital. Segundo ele, apesar de o número atual, 1,6%, ser baixo, é o valor esperado para um momento inicial. “O importante é que as empresas demonstraram entender que, em aproximadamente dez anos, terão que adotar esse processo. Elas estão em alerta para a fusão dessas tecnologias”, disse.

O estudo mostrou que 77,8% das empresas brasileiras ainda estão nas gerações tecnológicas 1 e 2, ou seja, quando a produção é rígida, com uso pontual de tecnologias da informação e comunicação.

Kupfer destacou que, quando a empresa assinala que quer estar no processo em dez anos, não garante que ela dará conta. Segundo ele, são necessárias algumas mudanças. “Essas mudanças são de ordem positiva, mas várias delas não conseguirão alcançar. As mudanças são bem específicas nas áreas de atuação de cada uma das empresas”, explicou. De acordo com ele, essas ações são características da transformação digital que a indústria começa a sofrer e uma extensão da modificação na rotina.

Segundo ele, não basta a empresa querer fazer o upgrade, ela precisa ter capacitações para isso. “Elas revelam estar cientes, mas ainda não estão em movimento para adotar isso. Não tomam nenhuma ação completa, apenas estudos sobre o tema”, observou. Ele completou que a transformação digital será um requisito para que a empresa possa atuar na faixa de mercados, na qual terá maior competitividade.

*Estagiária sob supervisão de Ana Letícia Leão.

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