Mimimis nas relações e o Dataflex
13/11/2017


Carla Virmond Mello – Consultora de Carreira.

Que estamos diante da maior revolução digital da história, não há mais dúvida. Internet das coisas, indústria 4.0, robotização, inteligência artificial, computação na nuvem, tudo isso nos coloca na vanguarda da pós-modernidade tecnológica. Muito ainda pode surgir, principalmente em biotecnologia, nas áreas da medicina, dos diagnósticos, das cirurgias com mãos robóticas, chegando à intervenção humana na correção cromossômica. Fantástica evolução da vida e da qualidade na longevidade do ser humano. Grandes transformações em todos os aspectos, desafios enormes para futuras gerações que não sabem o que virá, com profissões e tecnologias em constante mudança. Desafios maiores para gerações que vivenciaram as mudanças até aqui, mas não sabem se serão capazes de reaprender e se moldar ante esse cenário complexo.

Tomar decisões tornou-se uma roleta-russa, um salto no escuro, sem previsões de acerto, o que dá, até aos mais corajosos e ousados, um frio na barriga e a certeza de que nada voltará a ser como antes. Um mistério cheio de possibilidades e propostas de ressignificação, única saída para sobreviver nesse mundo volátil.

Os próximos anos serão mais críticos do que os últimos 50 para todos os segmentos, sem exceção, e reaprender é fundamental. Ocorre que a ordem de prioridade das habilidades mudou. Na disrupção  tecnológica, as competências para manutenção da produtividade e perpetuidade dos negócios são aquelas que nos diferenciam dos robôs. Lidar com problemas complexos, pensamento crítico, flexibilidade cognitiva, gerenciamento de equipes e criatividade são, ainda, privilégio dos humanos. Permanece na relação a inteligência emocional, a mais humana das humanas competências! Dela, fazem parte a flexibilidade, a adaptabilidade e a estabilidade emocional.

Vamos olhar para as relações humanas e como elas têm se estabelecido nas últimas décadas, marcadas por conflitos, ganância, intolerância falta de comunicação e de interesse genuíno pelo outro, relações egoístas e banais, carregadas de mimimis. Nesse contexto, se tiver que priorizar um em detrimento do outro, confesso que fico com o Dataflex. Para quem não lembra, era um sistema de gerenciamento de dados chato, muito chato, chato de doer!

Fonte: Diario Catarinense

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