Segurança digital deve ser prioridade nas empresas
08/11/2017


Michel Coscov


A Comunicação é a base da segurança numa organização. Quando não há alinhamento de todas as áreas da companhia, as brechas se tornam mais comuns e frequentemente sistemas e soluções de TI são usados sem a devida aprovação. Já quando existe uma boa intercomunicação, a empresa consegue realmente se defender de ataques virtuais, pois antecipa eventuais brechas, planeja soluções e implanta mecanismos de proteção.

Dados da Gartner, mostram que as organizações precisam se preparar para uma complexidade e conectividade cada vez maior - e também para identificar claramente em que exata área vão precisar de ajuda para enfrentar desafios múltiplos e crescentes na área de segurança. Muitas empresas ainda não acordaram para essa necessidade. Mesmo aquelas que pensam ter mecanismos e ferramentas no estado da arte apresentam apenas níveis mínimos ou básicos de segurança. O que falta para que os gestores percebam essa urgência?

Provavelmente, é preciso vincular as possíveis falhas na segurança ao impacto direto que elas terão nos negócios, balizando com o risco de exposição da marca ou de uma perda financeira. Essa é a métrica com que os empresários estão acostumados a lidar! As companhias se assustam com ataques cibernéticos de grandes proporções, e reagem nesses momentos, buscando proteção. Mas se esquecem de que a maioria dos ataques que dão certo exploram suscetibilidades muito conhecidas. Por isso, é vital que, antes de mais nada, se combatam as vulnerabilidades existentes para que haja, pelo menos, um trabalho de conscientização efetiva! Para evidenciar isso para os gestores, é preciso mostrar-lhes o valor dos dados que eles precisam proteger, contrapondo-o ao custo de sua real proteção. É necessário também comprovar que isso é viável. Se nem mesmo todos esses argumentos lógicos forem capazes de fazer com que as empresas concentrem seu foco em prevenção de falhas de segurança, o futuro próximo lhes reservará multas muito elevadas. O General Data Protection Regulation, da União Europeia, que entra em vigor em 2018, prevê altas penas pecuniárias para organizações que tenham reclamação de que não foram diligentes na proteção de dados. Sistemas e infraestruturas estão se tornando mais e mais complexos. Arquiteturas com diferentes níveis de segurança estão interagindo cada vez mais, o que aumenta a urgência de que os gestores entendam finalmente que não há mais como deixar de lado essas questões vitais para seus negócios.

Para isso, é indispensável uma boa comunicação entre todas as áreas da empresa, da SI ao Jurídico, de Compras à Presidência, para que todos os departamentos conversem e busquem as soluções adequadas às suas necessidades e possibilidades.

Fonte: Jornal do Comércio

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