COMO PLANEJAR A SUCESSÃO PATRIMONIAL?
21/08/2017


Todos nós trabalhamos visando a formação de patrimônio. Ao longo de nossa jornada profissional, a acumulação de bens e direitos ocorre por conta de três fatores: a manutenção de um certo padrão de vida, a formação de reservas para a aposentadoria e, finalmente, para o conforto futuro de nosso herdeiros. Ocorre que, além da formação de patrimônio, precisamos pensar, também, em como transferir este patrimônio da maneira mais inteligente. Se este tema não for adequadamente planejado, os herdeiros podem ter dificuldade no processo e o patrimônio familiar se deteriorar.

O processo de inventário para a transmissão de herança não é tão simples e pode ser consideravelmente caro. Mesmo nos casos de inventário extrajudicial os gastos chegam a 15% do valor da herança. Além do ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação), de competência dos Estados, os herdeiros têm que arcar com honorários de advogados, custos e taxas processuais, emolumentos entre outros. O patrimônio que constitui a herança fica bloqueado até o final do processo de inventário, a família tem um prazo para resolver este processo e tudo isso ocorre num contexto de fragilidade emocional com a perda do ente querido.

Muitas vezes, famílias com elevado patrimônio não têm liquidez suficiente neste momento e acabam tendo que recorrer à Justiça para a venda de bens e acervo, quase sempre por valor inferior ao de mercado. Então, como se planejar para este momento? Uma das soluções que melhor se encaixa nesse objetivo é o seguro de vida vitalício. Isso porque o pagamento da indenização - quando a documentação está em ordem - ocorre no máximo em até 30 dias, permitindo a tranquilidade financeira da família durante o processo de inventário. Por não ser considerado herança, o seguro de vida não passa pelo processo de inventário e a indicação de beneficiários é de livre escolha do segurado, não se sujeitando às regras da sucessão legítima. Além disso, o capital segurado é impenhorável e inalienável, fluindo diretamente para os beneficiários com o falecimento do segurado.

O desenvolvimento desse mercado, no Brasil, trouxe modalidades de seguro flexíveis, permitindo o adequado dimensionamento das coberturas e capitais segurados de acordo com a necessidade de cada indivíduo. Há outras ferramentas que também podem ser usadas no processo de sucessão patrimonial, mas uma apólice de seguro corretamente dimensionada é certamente um dos melhores instrumentos para este fim.

Fonte: Jornal Diário Catarinense, 16/08/2017.
Por: RODRIGO MACARENCO
Sócio da Manchester Investimentos
rodrigo@manchesterinvest.com.br

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